Análise dos Fundos Imobiliários de Tijolo: Quais Setores se Destacam em Valorização?

Entenda quais segmentos do mercado imobiliário apresentaram uma valorização média superior a 7% em 2024 e conheça os setores que enfrentaram desafios.

Os fundos imobiliários de tijolo são bastante procurados por investidores, uma vez que proporcionam uma renda passiva mensal na forma de dividendos, além da possibilidade de valorização dos imóveis físicos que compõem esses FIIs ao longo do tempo, conforme as avaliações patrimoniais são atualizadas. Mas, qual setor se sairá melhor em 2025?

De acordo com dados do BTG Pactual, os FIIs de shopping centers foram os que mais se destacaram, apresentando uma valorização média de 7% em suas avaliações patrimoniais no último ano. Um dos principais representantes desse setor é o XP Malls (XPML11), que possui um valor patrimonial de R$ 6,6 bilhões. Os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira destacam que a recuperação contínua do varejo físico contribuiu para esse bom desempenho, refletindo no aumento da receita operacional líquida e nas vendas consistentes dos lojistas.

Outra categoria que atrai investidores em busca de dividendos mensais, alinhada ao crescimento da economia, são os FIIs de galpões logísticos. Este segmento apresentou um aumento médio de 3% nos imóveis durante o ano passado, com o Pátria Log (HGLG11) sendo um exemplo notável, com valor patrimonial de R$ 5,5 bilhões. O BTG destaca a manutenção da baixa taxa de vacância em centros de distribuição, o que sustenta a atratividade desses ativos em meio a uma demanda resiliente.

Por outro lado, alguns setores têm apresentado avaliações patrimoniais mais modestas, com destaque para os FIIs de agências bancárias e renda urbana, que tiveram altas de 2,1% e 1,8% respectivamente. De acordo com os analistas, isso é resultado de contratos de longo prazo com inquilinos de baixo risco, proporcionando previsibilidade de fluxo.

No entanto, as avaliações patrimoniais que indicam perda de valor se concentram nos FIIs de lajes corporativas, que apresentaram uma desvalorização de 0,5%, e nos FIIs híbridos, com queda de 0,2%. Os principais fundos nesse segmento são o VBI Prime Properties (PVBI11) e o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), com valores patrimoniais de R$ 2,8 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente. Marinelli e Oliveira apontam que a desvalorização ocorre devido à dificuldade de absorção no mercado de escritórios, que ainda enfrenta altas taxas de vacância em várias regiões do Brasil.

Mas ainda é vantajoso investir em FIIs de tijolo em 2025? As análises de indicadores fundamentais sugerem que sim. O BTG Pactual aponta que os preços das cotas desses fundos na bolsa de valores brasileira ainda estão descontados em relação aos seus valores patrimoniais. O P/VPA médio dos FIIs de tijolo observados caiu, com diminuições notáveis nos múltiplos dos fundos de agências bancárias, shopping centers e lajes corporativas.

Essa situação de preços atrativos está relacionada ao atual ambiente econômico, especialmente à renda fixa que continua capturando a atenção dos investidores, já que o Tesouro IPCA+ oferece juros reais próximos a 7,5% ao ano. Para 2025, a expectativa de desaceleração econômica global e incertezas fiscais no Brasil podem manter as taxas de rendimento no Tesouro Direto elevadas, criando um cenário que favorece investimentos em fundos imobiliários de tijolo com preços ainda acessíveis.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/fundos-imobiliarios-de-tijolo-qual-setor-se-valoriza-mais-entre-shoppings-galpoes-escritorios-e-mais-112472/