O fundo imobiliário Santander Renda de Aluguéis (SARE11) acabou de reforçar sua posição no mercado ao assinar um novo contrato de locação. A locação, vinculado a uma empresa do setor atacadista, foi elaborada no modelo atípico por um período de 20 anos, com a possibilidade de renovação por mais duas décadas.
Essa nova locação, na verdade, representa um marco significativo para o fundo. Após um período turbulento repleto de vacância, o SARE11 conseguiu zerar a vacância do seu galpão logístico em Santo André (SP), o que contribui consideravelmente para a melhoria de seus indicadores operacionais. Além disso, o contrato inclui um período de carência de seis meses, uma prática comum em operações de grande porte no setor logístico.
Com a assinatura desse novo contrato, a vacância física do galpão caiu de 100% para 0%. No panorama geral do portfólio, a vacância total agora é de 18%, de acordo com o relatório gerencial mais recente, datado de março de 2025. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o fundo comunicou que essa nova locação deve resultar em uma receita mensal estimada de R$ 460 mil, levando em consideração que a cobrança começará após o período de carência.
Este acordo é um passo decisivo para o SARE11, que já teve que enfrentar sérios desafios em 2024, especialmente por conta da inadimplência relacionada à WeWork. A saída dessa empresa, que ocupava quatro andares do prédio WT Morumbi e era uma das principais fontes de receita do fundo, levou a uma queda nos dividendos distribuídos aos cotistas e acelerou um movimento de reestruturação do portfólio. Em dezembro, o fundo vendeu um imóvel em Alphaville (SP) como parte de sua estratégia de reorganização.
Atualmente, o SARE11 é composto por três ativos principais: 1) um galpão logístico em Santo André (SP), agora 100% locado; 2) o Work Bela Cintra (SP), um edifício comercial com ocupação total; e 3) o WT Morumbi (SP), no qual o fundo detém 75% da participação, mas ainda possui espaços vagos após a saída da WeWork.
Esse novo contrato é um desenvolvimento positivo para a reputação do fundo, pois reduz o índice de vacância e tende a melhorar o fluxo de caixa ao longo do tempo. Embora os benefícios financeiros comecem realmente a serem sentidos apenas após o encerramento da carência, este novo acordo demonstra a confiança do mercado no portfólio e reforça a perspectiva de valorização dos ativos em regiões logísticas estratégicas. Agora, os cotistas devem acompanhar de perto a evolução dos dividendos nos próximos meses, especialmente após o término do período de carência, além da continuidade da estratégia de reorganização e venda de ativos conforme prometido pela gestão.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/fii-do-santander-fecha-novo-contrato-e-espera-r-460-mil-por-mes-apos-carencia-112685/