Aumento das Taxas do Tesouro Direto em Resposta ao Otimismo do Mercado

As ações brasileiras estão mostrando uma recuperação significativa, impulsionadas por um acordo recente entre os Estados Unidos e a China, o que está levando a renda fixa a elevar suas taxas para atrair novos investimentos. Em uma movimentação observada nesta segunda-feira (12), as taxas do Tesouro Direto aumentaram à medida que os investidores demonstraram maior disposição para assumir riscos, optando por buscar oportunidades no mercado de ações. Isso se deve ao fim do ciclo de alta da Selic, que reduziu a atratividade dos juros compostos.

As negociações entre as potências econômicas ocorreram durante o final de semana na Suíça, com o objetivo de amenizar os impactos da guerra comercial. O governo Trump anunciou a redução das tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China também diminuiu suas taxas sobre produtos dos EUA de 125% para 10% nos próximos 90 dias. Esse desenvolvimento gerou um otimismo generalizado, refletido nas bolsas de valores ao redor do mundo, incluindo a brasileira. A renda fixa, por sua vez, viu suas taxas aumentarem, acompanhando a elevação dos rendimentos dos títulos americanos.

O entendimento entre os dois países sugere uma diminuição nas preocupações acerca de uma recessão da economia americana, o que pode levar a uma desaceleração nos cortes de juros por parte do Federal Reserve, impactando também as expectativas em relação à Selic no Brasil.

Um exemplo é o Tesouro Prefixado 2032, cuja taxa passou de 13,60% ao ano em 9 de maio para 13,72% ao ano atualmente. Apesar do aumento, os rendimentos permanecem abaixo dos 14% ao ano, distantes da máxima de 15,25% estabelecida em 28 de fevereiro de 2025.

Confira a seguir as taxas e preços dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 12 de maio de 2025:

**Títulos pré-fixados**
– Tesouro Prefixado 2028: Aporte mínimo de R$ 7,16 (Rentabilidade: 13,50% ao ano)
– Tesouro Prefixado 2032: Aporte mínimo de R$ 4,27 (Rentabilidade: 13,72% ao ano)
– Tesouro Prefixado 2035 (com juros semestrais): Aporte mínimo de R$ 8,45 (Rentabilidade: 13,82% ao ano)

**Títulos pós-fixados**
– Tesouro Selic 2028: Aporte mínimo de R$ 165,04 (Rentabilidade: Selic + 0,0682% ao ano)
– Tesouro Selic 2031: Aporte mínimo de R$ 164,25 (Rentabilidade: Selic + 0,1162% ao ano)

**Títulos indexados à Inflação**
– Tesouro IPCA+ 2029: Aporte mínimo de R$ 33,96 (Rentabilidade: IPCA + 7,36% ao ano)
– Tesouro IPCA+ 2040: Aporte mínimo de R$ 15,96 (Rentabilidade: IPCA + 7,07% ao ano)
– Tesouro IPCA+ 2050: Aporte mínimo de R$ 8,29 (Rentabilidade: IPCA + 6,97% ao ano)
– Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais): Aporte mínimo de R$ 39,67 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)

**Títulos para aposentadoria extra**
– Tesouro Renda+ 2030: Aporte mínimo de R$ 17,85 (Rentabilidade: IPCA + 7,13% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2035: Aporte mínimo de R$ 12,84 (Rentabilidade: IPCA + 7,05% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2040: Aporte mínimo de R$ 9,21 (Rentabilidade: IPCA + 7,02% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2045: Aporte mínimo de R$ 6,62 (Rentabilidade: IPCA + 6,99% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2050: Aporte mínimo de R$ 4,75 (Rentabilidade: IPCA + 6,98% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2055: Aporte mínimo de R$ 3,38 (Rentabilidade: IPCA + 6,99% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2060: Aporte mínimo de R$ 2,40 (Rentabilidade: IPCA + 7,01% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2065: Aporte mínimo de R$ 1,71 (Rentabilidade: IPCA + 7,01% ao ano)

**Títulos para custear estudos**
– Tesouro Educa+ 2026: Aporte mínimo de R$ 36,00 (Rentabilidade: IPCA + 7,64% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2027: Aporte mínimo de R$ 33,67 (Rentabilidade: IPCA + 7,47% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2028: Aporte mínimo de R$ 31,48 (Rentabilidade: IPCA + 7,38% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2029: Aporte mínimo de R$ 29,41 (Rentabilidade: IPCA + 7,33% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2030: Aporte mínimo de R$ 27,48 (Rentabilidade: IPCA + 7,29% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2031: Aporte mínimo de R$ 25,69 (Rentabilidade: IPCA + 7,25% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2032: Aporte mínimo de R$ 24,04 (Rentabilidade: IPCA + 7,21% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2033: Aporte mínimo de R$ 22,52 (Rentabilidade: IPCA + 7,17% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2034: Aporte mínimo de R$ 21,09 (Rentabilidade: IPCA + 7,14% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2035: Aporte mínimo de R$ 18,74 (Rentabilidade: IPCA + 7,12% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2036: Aporte mínimo de R$ 17,48 (Rentabilidade: IPCA + 7,10% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2037: Aporte mínimo de R$ 17,28 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2038: Aporte mínimo de R$ 16,16 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2039: Aporte mínimo de R$ 15,10 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2040: Aporte mínimo de R$ 14,10 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2041: Aporte mínimo de R$ 13,15 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2042: Aporte mínimo de R$ 12,29 (Rentabilidade: IPCA + 7,09% ao ano)
– Tesouro Educa+ 2043: Aporte mínimo de R$ 11,50 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/taxas-no-tesouro-direto-saltam-enquanto-investidores-correm-para-a-renda-variavel-112811/