Dividendos Elevados: A Copel (CPLE6) como Destaque no Setor Elétrico

Recentemente, a Copel (CPLE6) tomou decisões cruciais em sua política de remuneração de acionistas, que podem posicioná-la entre as empresas mais atraentes para quem busca dividendos na B3. Com a nova diretriz, a companhia se compromete com a distribuição semestral mínima de dividendos, além de otimizar sua estrutura de capital. De acordo com analistas do Santander, o dividend yield projetado para o período de 2025 a 2027 pode alcançar até 36%.

Após a confirmação das mudanças, no entanto, as ações da Copel sofreram uma leve queda, registrando uma diminuição de 3,92% em um dia, um reflexo esperado após um recente aumento.

Essas novas diretrizes visam proporcionar maior transparência e previsibilidade nos pagamentos, aspectos cruciais para investidores a longo prazo. A política contempla, entre outros pontos:
– Pagamentos de dividendos com frequência mínima de duas vezes ao ano;
– Objetivos de alavancagem estabelecidos entre 2,8 e 3,1 vezes a dívida líquida em relação ao Ebitda;
– Oportunidade de pagamentos extraordinários em caso de excedentes de caixa.

Se essas metas forem mantidas, estima-se que o dividend yield para 2025 e 2026 fique próximo a 12% ao ano, podendo chegar a 14% se a Copel operar na alavancagem máxima prevista. O sucesso dessa estratégia dependerá, em grande parte, da geração de caixa robusta da empresa e de uma revisão tarifária favorável esperada para 2026.

A dívida líquida da Copel, que alcançou R$ 12,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, mostra uma tendência de melhoria na alavancagem, passando de 2,6 vezes para 2,3 vezes em apenas um ano. Essa abordagem conservadora permite à Copel não apenas explorar oportunidades de crescimento no setor elétrico, mas também reduzir riscos financeiros.

Dentre os analistas de mercado, a visão sobre a Copel é amplamente positiva. O Morgan Stanley recomenda a compra, com um preço-alvo de R$ 12, destacando a saúde do fluxo de caixa e a atratividade das novas políticas de dividendos. O Itaú BBA também recomenda a compra, prevendo um preço-alvo de R$ 13,30 e dividend yields expressivos a partir de 2026.

O Bradesco BBI também é otimista, com um preço-alvo de R$ 14 e a proposta de um dividend yield de 12% até 2027. O Santander, por sua vez, sugere que a Copel tem um preço ainda abaixo do valor justo em relação a seus concorrentes.

Enquanto os especialistas são otimistas quanto ao futuro da Copel, eles alertam que o sucesso da empresa dependerá de sua capacidade de cumprir metas de alavancagem e de explorar oportunidades de crescimento. Adicionalmente, fatores como mudanças regulatórias e a recuperação econômica também podem influenciar o desempenho do setor elétrico. Com uma forte base de ativos regulados e um comprometimento com a disciplina financeira, a Copel se posiciona bem para continuar a oferecer dividendos significativos.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/copel-cple6-pode-pagar-os-maiores-dividendos-do-setor-eletrico-entenda-112813/