A Americanas (AMER3) começou 2025 com resultados financeiros negativos, registrando um prejuízo líquido de R$ 496 milhões no primeiro trimestre. Esse resultado é uma reversão significativa em relação ao lucro de R$ 453 milhões obtido no mesmo período de 2024. A companhia atribui esse desempenho ao deslocamento da data da Páscoa, um evento crucial para suas vendas, que ocorreu no segundo trimestre deste ano.
A receita líquida da varejista também sofreu uma queda expressiva de 17,4%, passando de R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2024 para R$ 3,1 bilhões em 2025. No ano anterior, a empresa se beneficiou do reconhecimento de receitas relacionadas ao seu plano de recuperação judicial, o que contribuiu para diferenças notáveis em diversas linhas de seu balanço.
Entre os dados apresentados, as outras receitas e despesas operacionais caíram drasticamente de R$ 1,3 bilhão para R$ 65 milhões, representando um recuo de 95%. O EBITDA da empresa também apresentou um resultado negativo de R$ 35 milhões, em comparação ao lucro quase de R$ 1,4 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado ficou negativo em R$ 20 milhões, o que contrasta com os R$ 243 milhões positivos do ano anterior.
Apesar deste desempenho negativo, a Americanas mostrou um sinal de recuperação em suas vendas durante a Páscoa. De acordo com a empresa, as vendas nas mesmas lojas aumentaram cerca de 16%, alcançando um recorde de R$ 1,2 bilhão. Isso se traduz em um crescimento de quase 8% no número de transações e um aumento do tíquete médio em quase 7%, impulsionado pela subida nos preços do cacau. No entanto, o volume de itens vendidos registrou uma queda de 6%, reflexo da diminuição do poder de compra dos consumidores e dos preços mais altos dos chocolates.
A Americanas atuou para aumentar sua participação no mercado, conseguindo ampliar em 1,3 pontos percentuais seu market share durante a Páscoa, agora superior a 50%, conforme os dados da Nielsen. A melhoria no fluxo de clientes também teve impactos positivos nas vendas de outros departamentos, como casa e vestuário.
Nos primeiros quatro meses de 2025, as vendas totais nas mesmas lojas cresceram 14,2%, uma boa perspectiva que pode influenciar positivamente os resultados do segundo trimestre. É importante destacar que, no início do ano, o presidente Leonardo Coelho afirmou que a empresa continuaria em "modo de recuperação" por vários trimestres, com a expectativa de finalizar o processo de recuperação judicial até fevereiro de 2026.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/americanas-amer3-tem-prejuizo-de-r-496-milhoes-no-1t25-112897/