Dilema do Primeiro Fundo Imobiliário Brasileiro: O Fim do Memorial Office (FMOF11) Se Aproxima

O Memorial Office (FMOF11) é um fundo imobiliário monoativo que atualmente está 100% ocupado por inquilinos, de acordo com o relatório gerencial mais recente. Você sabia que este FII é considerado o primeiro do Brasil? Fundado em 1996, o Memorial Office se baseou na legislação dos fundos imobiliários criada em 1993, antes mesmo da implementação do Plano Real. Naquela época, esse fundo que investe em lajes corporativas funcionava como um condomínio fechado e direcionava o capital dos investidores para seu único imóvel, o Edifício Memorial Office.

Somente em 2008, as cotas do FMOF11 foram listadas na bolsa brasileira, o que ofereceu aos investidores acesso facilitado a essa oportunidade imobiliária localizada na Barra Funda, em São Paulo. Desde então, o fundo tem proporcionado dividendos mensais aos cotistas.

No entanto, em 2025, a história deste fundo pode chegar ao fim se a proposta de dissolução e liquidação for aprovada pelos cotistas, especialmente após a venda do Edifício Memorial Office por R$ 45 milhões. Assim, há uma ameaça ao legado do primeiro fundo imobiliário do Brasil.

Recentemente, um comunicado formalizou a convocação de uma assembleia-geral extraordinária (AGE) para deliberar sobre a venda do único imóvel do FII FMOF11, assim como a transferência da administração para a Hedge Investments Real State. O edifício em questão possui uma área bruta locável (ABL) de cerca de 13,1 mil metros quadrados.

Os pontos que serão discutidos incluem a dissolução e liquidação do FMOF11 após a venda, além da autorização para que a nova administração inicie o resgate das cotas do fundo, podendo até realizar amortizações parciais. A AGE está prevista para ocorrer nos próximos 30 dias e pode significar o encerramento do primeiro fundo imobiliário do Brasil, que não faz parte do Ifix (índice dos FIIs mais negociados).

Conforme dados do Investidor10, se alguém tivesse investido R$ 1 mil no FII FMOF11 há uma década, hoje disporia de apenas R$ 796,00, levando em conta a reinvestimento de dividendos mensais. Em comparação, o Ifix mostraria um retorno de R$ 2.418,70 sob as mesmas condições.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/primeiro-fundo-imobiliario-do-brasil-pode-deixar-de-existir-entenda-112912/