Na última quinta-feira (22), o governo do Brasil anunciou um incremento no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com a implementação programada para 23 de maio de 2025. Esse ajuste fiscal trará diferentes repercussões para os setores da bolsa de valores B3.
O setor financeiro deverá ser o mais afetado por essa mudança. Em contrapartida, áreas como agronegócio, bens de capital, educação, setor elétrico, imobiliário, óleo e gás, transporte e varejo devem vivenciar impactos mais neutros ou reduzidos. Já a mineração e siderurgia apresentam um impacto considerado modesto, principalmente devido à sua maior vulnerabilidade a operações como forfait, que se refere ao desconto de títulos cambiais.
De acordo com análises da XP Investimentos, o incremento do IOF não deverá ter consequências significativas nos resultados das empresas de capital aberto. Embora a alíquota de 3,5% sobre operações de câmbio possa influenciar organizações que realizam um grande volume de transações internacionais, a adoção de estratégias de mitigação de riscos e a escala operacional dessas empresas tendem a amortecer os efeitos adversos.
Os analistas também mencionaram a possibilidade de que ocorram atrasos nas aquisições internacionais e nos investimentos ou reinvestimentos fora do Brasil devido ao aumento da carga tributária, porém, essa circunstância é vista como pouco provável de modificar substancialmente as direções estratégicas das companhias.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/quais-setores-da-b3-podem-ser-afetados-pelo-aumento-do-iof-113145/