O governo brasileiro está em negociação para a liberação de dividendos extraordinários de empresas estatais, incluindo a Petrobras, o Banco do Brasil e o BNDES. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que esses proventos são essenciais para que o governo alcance a meta fiscal de 2025, que prevê um equilíbrio orçamentário, mas permite um superávit de até R$ 31 bilhões.
As declarações de Haddad reacenderam a expectativa entre os investidores de que a Petrobras possa distribuir dividendos extraordinários este ano, resultando em um aumento nas ações da empresa na B3. Por volta das 11h56, as ações preferenciais da Petrobras mostraram alta de 1,00%, enquanto os papéis ordinários subiram 1,26%. O índice Ibovespa, por sua vez, operava praticamente estável, enquanto as ações do Banco do Brasil apresentavam uma leve queda de 0,51%.
Além disso, o governo também pretende avançar com um projeto de lei que pode gerar custos adicionais para a Petrobras em 2023. Este PL tem como alvo a ampliação da arrecadação no setor de petróleo e gás, propondo um aumento nos royalties e na participação especial que as empresas do setor devem pagar.
"Para alcançarmos a meta fiscal deste ano, estamos em busca da aprovação dos dividendos extraordinários, além de trabalharmos nas iniciativas do PL do óleo e na Medida Provisória (MP) relacionada à tributação de investimentos e ao aumento de impostos sobre bets e fintechs", declarou Haddad ao comentar as questões que estão sendo debatidas com a imprensa.
Quanto à arrecadação esperada, Haddad estimou que a MP poderá gerar aproximadamente R$ 20 bilhões ao governo em 2023, enquanto o novo projeto voltado ao setor de óleo e gás deve garantir entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões em receitas adicionais em 2025, conforme informações do Ministério de Minas e Energia.
Embora o governo ainda não tenha divulgado valores específicos sobre a expectativa de arrecadação com os dividendos extraordinários, a 'Folha de S. Paulo' reportou recentemente uma estimativa de R$ 28,94 bilhões. Este cálculo considera que a Petrobras poderia destinar cerca de R$ 20,6 bilhões em dividendos extraordinários neste ano, além de R$ 5 bilhões do Banco do Brasil e R$ 16 bilhões do BNDES. Vale ressaltar que a União só receberá metade dos dividendos da Petrobras e do Banco do Brasil, já que outros acionistas também têm direito a esses proventos.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/petrobras-petr4-governo-negocia-distribuicao-de-dividendos-extraordinarios-113520/