Atualmente, as ações de empresas do setor de petróleo estão atraindo a atenção de investidores, especialmente em um cenário marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Israel e Irã. Uma alternativa para ganhar dinheiro nesse segmento, sem a necessidade de se tornar acionista, é investir em títulos de renda fixa. No caso da Prio (PRIO3), as debêntures incentivadas dessa petroleira têm o potencial de triplicar o investimento ao longo do tempo.
Essa empresa júnior compete diretamente com a Petrobras (PETR4) na exploração de petróleo em águas profundas. Enquanto a estatal é conhecida por sua robustez na distribuição de dividendos, a PRIO3 destacou-se como uma das que mais cresceram na última década, com um impressionante lucro de mais de 9.600% nos últimos dez anos, mesmo sem repartir dividendos com os acionistas.
Entretanto, é importante ressaltar que o desempenho passado não garante resultados futuros. As debêntures incentivadas da Prio, que não estão sujeitas à cobrança de imposto de renda, proporcionam previsibilidade em termos de retorno para aqueles que decidirem emprestar fundos à petroleira. Esses títulos, que são indexados à inflação (IPCA+), oferecem segurança, apesar de não ter a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
De acordo com uma ferramenta de avaliação de renda fixa, uma aplicação inicial de R$ 1.000 nas debêntures sob o código PEJA22 poderia crescer para R$ 2.972,32 ao longo de 104 meses, até o vencimento em 15 de fevereiro de 2034. Em comparação, um CDB que remunere 100% do CDI, sujeitando-se a uma alíquota de imposto de renda de 15%, resultaria em apenas R$ 2.506,42 nas mesmas condições.
Os analistas do BTG Pactual mostram crescente interesse nos títulos de renda fixa da Prio, principalmente após a aquisição do campo de Peregrino na Bacia de Campos, anteriormente pertencente à empresa norueguesa Equinor. Em um relatório, Frederico Khouri e Fernando Revers comentam sobre o 'prêmio de crédito atraente' em relação à posição da Prio como líder entre os produtores independentes, destacando também seu baixo nível de endividamento.
A Prio já havia adquirido 40% do campo em setembro de 2024, e agora planeja um investimento de até US$ 3,35 bilhões para adquirir os 60% restantes. Esse movimento é prometedor para expansão da produção da empresa, que já alcançou uma capacidade total de 109,29 mil barris equivalentes de petróleo por dia, sendo 38,24 mil provenientes do campo de Peregrino.
Contudo, é crucial que investors estejam cientes da volatilidade do mercado internacional de petróleo e dos riscos associados às expansões rápidas da empresa, que dependem de aquisições e da conformidade regulatória.
A informação sobre as debêntures da Prio é a seguinte:
– Rentabilidade: IPCA+ 7,20% ao ano
– Retorno líquido: 12,90% ao ano
– Investimento mínimo: R$ 1.041,23
– Risco financeiro: Médio
– Rendimento em 104 meses: R$ 2.972,32
– Comparativo com CDB a 100% do CDI: R$ 2.506,42
– Vencimento: 15 de fevereiro de 2034
– Liquidez: Apenas no vencimento
– Disponibilidade: Consultar a corretora
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/como-prio-prio3-pode-triplicar-investimento-a-partir-de-renda-fixa-113590/