Recentemente, o BTG Pactual realizou uma significativa reavaliação de sua carteira de ações recomendadas para dividendos, decidindo diminuir a participação das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) em 5 pontos percentuais. Essa escolha é resultado de uma análise mais conservadora por parte da equipe do banco em relação às atuais condições do setor petrolífero, especialmente considerando as incertezas globais que têm impactado os preços do petróleo.
Os analistas Bruno Henriques, Luis Mollo e Marcel Zambello, que acompanham essa recomendação, apontam que a flutuação acentuada nos preços do petróleo foi o principal fator para essa redução. A situação se agravou após declarações de Donald Trump durante um evento nos EUA, que reacenderam preocupações sobre políticas protecionistas que podem interferir nas trocas internacionais e, consequentemente, na demanda por petróleo.
Embora não tenham antecipado totalmente a pressão negativa sobre os preços da commodity, que afetou o desempenho da Petrobras em junho, os especialistas do BTG Pactual mantêm a estatal em sua carteira, mesmo que com menor peso, indicando que ainda é uma empresa atrativa em uma perspectiva mais ampla para a América Latina.
Continuando a ser avaliada positivamente, a Petrobras possui um conjunto robusto de ativos, competitividade nos custos de extração e uma política de dividendos que, apesar de possíveis ajustes, permanece razoavelmente favorável quando comparada a outras empresas do setor. Esses aspectos garantem um valor significativo para investidores em busca de retornos estáveis focados na geração de caixa.
De acordo com os analistas, "A Petrobras pode não ser mais o grande destaque de outrora, mas ainda retém atratividade. A combinação de ativos sólidos, um perfil de custos competitivos e um dividend yield aceitável oferece valor no atual contexto do setor na América Latina."
A reavaliação das ações da Petrobras é uma ação cautelosa em um cenário repleto de riscos políticos e impactos macroeconômicos que diretamente afetam a performance de empresas que operam no comércio exterior, como a Petrobras.
Além disso, a mudança no peso da Petrobras foi parte de uma estratégia de diversificação do portfólio recomendado, priorizando ativos com maior previsibilidade operacional e menor suscetibilidade a fatores externos instáveis. O BTG Pactual continua adotando uma postura criteriosa na seleção de ativos para sua carteira de dividendos, levando em consideração um ambiente econômico que está em constante transformação.
Para o mês de julho, a carteira de dividendos do BTG também inclui empresas como Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), Gerdau (GGBR4), Cemig (CMIG4), Eletrobras (ELET6), Cyrela (CYRE3), entre outras. A ideia é escolher empresas que apresentem um bom histórico de distribuição, estabilidade financeira e capacidade de geração de caixa, particularmente em períodos de aversão ao risco.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/petrobras-petr4-perde-forca-na-carteira-do-btg-pactual-entenda-os-motivos-113918/