Em meio ao crescente interesse dos investidores pela bolsa brasileira, o Santander conduziu uma análise detalhada visando identificar quais empresas se destacam por apresentar 'os melhores lucros' na B3.
A pesquisa do banco enfatiza que a avaliação dos resultados financeiros não deve se basear apenas na magnitude dos lucros, mas sim na qualidade e na sustentabilidade dos mesmos. Lucros elevados, como exemplo, podem ser resultantes de ajustes contábeis que não refletem a realidade monetária da empresa ou podem ser altamente voláteis. Assim, torna-se essencial escrutinar a consistência desses números e se eles são sustentados pela geração de caixa efetiva.
De acordo com a equipe do Santander, "lucros de alta qualidade são geralmente impulsionados pela geração de caixa e menos dependentes de premissas contábeis, o que os torna mais confiáveis e sustentáveis ao longo do tempo". Com isso, as empresas que demonstram lucros robustos são muitas vezes recompensadas pelo mercado, frequentemente possuindo avaliações superiores as de concorrentes.
Para compor a lista dos 'melhores lucros' da B3, o Santander desenvolveu uma metodologia que se concentra em avaliar empresas cujos lucros reportados não apenas parecem sólidos na teoria, mas que são também respaldados por fluxo de caixa real. A análise excluiu empresas do setor financeiro, devido a características particulares na contabilização dos resultados, e se baseou em três critérios principais: a capacidade de lucro das empresas não-financeiras de gerar caixa, os ajustes contábeis e a volatilidade dos fluxos de caixa.
Entre os destaques da análise, emerge a Tim (TIMS3), reconhecida como campeã pela habilidade de converter lucros contábeis em caixa com mínima distorção. Outras empresas que se sobressaíram incluem a Vivo (VIVT3) e o Assaí (ASAI3), este último apreciado por seu giro de estoque acelerado que contribui para um sólido capital de giro.
Dentre as demais empresas em destaque, estão Motiva (MOTV3), Ecorodovias (ECOR3) e Rumo (RAIL3), todas operando como concessionárias com fluxo de caixa previsível e consistente. O relatório também traz em sua lista Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), que se destacam pela estabilidade e qualidade do fluxo de caixa operacional.
Além disso, C&A (CEAB3) e Fleury (FLRY3) foram mencionadas por estarem sendo negociadas a preços inferiores ao que suas qualidades de lucro justificariam.
As 10 empresas com melhores desempenhos, segundo o estudo do Santander, são: Tim (TIMS3), Assaí (ASAI3), Vivo (VIVT3), Motiva (MOTV3), Klabin (KLBN11), Iochpe-Maxion (MYPK3), Suzano (SUZB3), Ecorodovias (ECOR3), Cosan (CSAN3) e C&A (CEAB3).
Por outro lado, o estudo também revelou empresas que apresentaram os piores desempenhos, como as construtoras Eztec (EZTC3) e Direcional (DIRR3), que demonstraram uma desconexão preocupante entre seus lucros e fluxo de caixa. Essa situação ocorre porque essas empresas muitas vezes reconhecem lucros durante a execução de projetos, mas os recebimentos financeiros ocorrem somente na conclusão das obras.
Ainda assim, o Santander exibe uma perspectiva otimista sobre aquelas construtoras operando no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em razão do menor risco de crédito e do potencial de mercado em expansão. Vivara (VIVA3) e Rede D'Or (RDOR3) apareceram entre as menos favorecidas em razão de flutuações recentes em seus fluxos de caixa, mas o banco sugere que essa situação pode ser apenas temporária.
Finalmente, apesar de empresas como WEG (WEGE3) e Totvs (TOTS3) terem se saído bem em todas as métricas avaliadas, elas ficaram atrás de outras companhias no ranking, uma vez que seus fluxos de caixa tendem a acompanhar os resultados contábeis.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/santander-elege-os-melhores-lucros-da-bolsa-brasileira-confira-114046/