Em um cenário de juros elevados, a XP Investimentos acredita que 2025 será um ano promissor para a renda fixa. Em um relatório recente, a corretora reafirma que investidores podem obter retornos significativos ajustados ao risco, desde que mantenham uma carteira diversificada. Camilla Dolle, especialista em renda fixa da XP, ressalta que o ambiente atual oferece ótimas chances, especialmente para aqueles que desejam proteger seu capital no curto prazo ou melhorar a rentabilidade da sua carteira com ativos de maior qualidade.
Para investidores com perfil conservador, a recomendação é concentrar esforços em títulos públicos pós-fixados, como o Tesouro Selic. Este tipo de título é ideal para garantir liquidez enquanto se aproveita os juros altos. Dolle menciona que essa estratégia é vantajosa para objetivos de curto prazo.
Por outro lado, para aqueles dispostos a assumir maiores riscos, o crédito privado, tanto bancário quanto corporativo, continua a ser uma opção interessante. No entanto, a corretora alerta para a importância de selecionar papéis de emissores de qualidade. A XP identifica potencial de retornos em setores menos cíclicos e empresas que apresentam sólidos indicadores financeiros, como baixa alavancagem e boa governança.
Os títulos atrelados à inflação, especialmente aqueles indexados ao IPCA, também estão entre as opções recomendadas pela XP, oferecendo uma proteção eficaz contra a inflação persistente e incertezas fiscais. Os produtos com vencimentos intermediários, em torno de cinco anos, são preferidos devido à sua menor volatilidade em comparação com os de prazos mais longos. Embora os prêmios de crédito estejam mais estreitos, há ainda oportunidades em ativos de debêntures isentas de imposto de renda.
Os títulos prefixados recebem uma avaliação neutra, já que a recente diminuição das taxas e o aumento da percepção de risco no Brasil exigem uma abordagem mais cautelosa, apesar de algumas oportunidades pontuais em vencimentos curtos.
Além disso, a XP sugere que uma fração do portfólio seja destinada à renda fixa internacional, com uma alocação de pelo menos 15% em ativos dolarizados. Essa estratégia busca preservar o poder de compra no exterior e mitigar os riscos locais. Dolle acrescenta que a combinação de diferentes indexadores ao longo do tempo pode contribuir para um desempenho aprimorado da carteira a longo prazo.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/renda-fixa-em-alta-tesouro-ipca-e-credito-privado-sao-aposta-da-xp-para-2025-114123/