O BTG Pactual recentemente conduziu uma pesquisa de sentimento entre gestores de mercado financeiro, revelando um cenário surpreendente: apesar da taxa Selic estar quase em 15% ao ano, o Ibovespa teve um crescimento impressionante de 16% em 2025. Esse movimento também se reflete na cotação em dólares, com o ETF EWZ apresentando um aumento de cerca de 25% no mesmo período. Portanto, como estão se comportando os investidores em busca de boas oportunidades na bolsa brasileira?
Na última quarta-feira (28), o BTG Pactual apresentou os resultados dessa pesquisa, que ouviu os principais gestores ao longo de uma semana, levando em conta até as reações recentes às mudanças nas cobranças de IOF. Os dados mostram que, embora a cautela tenha aumentado entre os grandes investidores, ainda existem crenças em boas oportunidades em setores específicos do mercado.
O relatório do BTG Pactual destaca que, embora muitos investidores considerem que os níveis de valuation ainda estão baixos, uma parte crescente já vê o mercado como justo na sua precificação. O número de investidores que se declarou neutro em relação ao atual cenário subiu para 43%, em comparação a 35% do mês anterior. Além disso, o descontentamento com a rápida alta levou 35% dos gestores a considerar a redução de suas posições, um aumento significativo em relação aos 12% do mês passado. O BTG Pactual também notou uma expectativa de correção no mercado, o que poderia oferecer mais apetite pelo risco por parte dos investidores.
Sobre as previsões relacionadas ao ciclo político de 2026, esse tema permanece em destaque, com 51% dos gestores mencionando-o. Isso indica que as posições longas e short estão sendo afetadas por esse cenário político. Os investidores ainda veem potencial para novas altas no Ibovespa, com 43% dos entrevistados projetando que o índice alcançará entre 140 mil e 150 mil pontos, enquanto 25% acreditam que haverá uma superação desse limite.
As ações que estão atraindo a atenção para compra (long) entre os gestores incluem: Sabesp (SBSP3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Vivara (VIVA3). O setor de utilidades públicas continua a ser o foco, embora tenha havido uma redução no número de votos, passando de 39% para 27%. O setor imobiliário se destacou como a segunda escolha, com 21% dos votos, seguido por Financeiro (17%) e Varejo (14%).
Por outro lado, as ações com maiores posições de venda (short) incluem Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Banco do Brasil (BBAS3). O setor de materiais básicos permanece sendo o menos atrativo, com 29% dos votos dos gestores, sendo seguido por Petróleo e Gás e Educação, ambos com 11%.
O relatório também menciona as ações consideradas mais arriscadas e que fogem do consenso, incluindo Cosan (CSAN3), Tenda (TEND3) e Ecorodovias (ECOR3).
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/quais-acoes-brasileiras-os-gestores-estao-mais-comprados-e-vendidos-em-2025-113199/