Azul (AZUL4) Sofre Rebaixamento de Rating para ‘D’ pelas Agências de Classificação

A Azul S.A. (AZUL4) enfrentou um rebaixamento significativo em suas classificações de risco por parte da Fitch Ratings e S&P Global Ratings. A Fitch rebaixou os ratings da companhia de "CCC-" para "D" e, na escala nacional, de "CCC-(bra)" para "D(bra)".

Este movimento ocorreu após a empresa protocolar um pedido de recuperação judicial, uma decisão que visou abordar suas dificuldades financeiras recentes. A S&P Global também acompanhou este movimento, reduzindo o rating da Azul de "CCC-" para "D", além de modificar a classificação das notas seniores sem garantia para a mesma categoria. Isso culminou na retirada da nota de recuperação anterior da empresa.

Adicionalmente, a Fitch ajustou a classificação das notas seniores garantidas da Azul para "C" e definiu a nota de recuperação em "RR4", enquanto a nota das obrigações não garantidas foi reafirmada em "C" com recuperação em "RR6".

No mesmo dia do rebaixamento, a B3 anunciou a exclusão das ações da AZUL4 de todos os seus índices. O comunicado da bolsa de valores informou que a participação da Azul seria redistribuída entre os outros papéis da carteira, ajustando os redutores, e que, a partir desse momento, os valores mobiliários da companhia passariam a ser negociados sob o título de "Outras Condições".

A Azul, em comunicado datado da última quarta-feira, revelou que havia iniciado o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. Este procedimento é descrito pela companhia como uma maneira de permitir que as operações continuem normalmente enquanto buscam reestruturar suas finanças. O plano de recuperação inclui um financiamento de US$ 1,6 bilhão, além da eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas e US$ 950 milhões em novos investimentos. A iniciativa conta com o apoio de stakeholders-chave, incluindo detentores de títulos e parcerias estratégicas como a AerCap, United Airlines e American Airlines.

De acordo com John Rodgerson, CEO da Azul, os desafios financeiros enfrentados pela empresa estão relacionados aos impactos da pandemia de Covid-19 e às complicações econômicas globais. O Ministério dos Portos e Aeroportos também se manifestou, afirmando que está acompanhando de perto o processo de recuperação judicial da companhia.

Vale destacar que a Azul apresentou um prejuízo ajustado de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 460,4% em relação ao ano anterior. O Ebitda também viu uma leve queda de 2,1% em base anual, totalizando R$ 1,3 bilhão, com a margem Ebitda recuando 4,6 pontos percentuais em comparação ao trimestre anterior.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/azul-azul4-tem-rating-rebaixado-a-d-por-s-p-e-fitch-113220/