Brasil Capta US$ 2,75 Bilhões com Títulos Públicos em Dólar

O Tesouro Nacional do Brasil recentemente deu um passo significativo ao autorizar a emissão de títulos públicos em dólares, visando arrecadar recursos no mercado internacional. Na última quarta-feira, o governo obteve sucesso ao captar US$ 2,75 bilhões através dessa operação, que foi coordenada pelos bancos BNP Paribas, Citigroup e Santander.

Atualmente, a possibilidade de adquirir títulos públicos em dólares pelo Tesouro Direto não está disponível para os investidores individuais. Contudo, o Tesouro anunciou a emissão de novos títulos com prazos variados: inclui um título inédito com vencimento em 2030, além de uma reabertura de um título existente com vencimento em 2035, ambos na moeda americana.

Uma questão pertinente a se considerar é: qual é o custo que o governo brasileiro está enfrentando por essas emissões em dólares? O novo título de 5 anos que vence em 2030 trouxe um retorno de US$ 1,5 bilhão, com uma taxa de juros fixa de 5,68% ao ano, que é consideravelmente mais baixa do que a taxa inicial de 6,125% que orientou o mercado.

É importante lembrar que, em fevereiro, o Brasil já havia emitido dívida pública de US$ 2,5 bilhões com um título que vencerá em 2035. Na ocasião, a captação foi de aproximadamente US$ 1,25 bilhão, com taxa fixa de 6,73% ao ano, um pouco abaixo da taxa de 6,75% que foi estabelecida anteriormente.

Para fins de comparação, os títulos do governo dos Estados Unidos com vencimento em 10 anos estavam oferecendo um rendimento de 4,35% ao ano aos investidores dispostos a financiar o país. Vale notar que, no início de abril, esses mesmos títulos apresentavam rendimentos inferiores a 4% ao ano, mas as taxas aumentaram desde então, especialmente após a reavaliação negativa por parte das agências de classificação de risco.

A administração de Lula estabeleceu como meta ter entre 3% e 7% da dívida nacional em títulos de renda fixa denominados em dólares. Essa estratégia busca aumentar a liquidez da curva de juros soberana em dólar nos mercados internacionais, oferecendo uma referência valiosa para o setor corporativo e facilitando o financiamento de dívidas em moedas estrangeiras.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/tesouro-direto-em-dolar-brasil-pega-emprestado-us-2-75-bilhoes-em-renda-fixa-113353/