C&A: Banco Eleva Projeções e Ações Com Potencial de Alta Adicional

O BTG Pactual revisou suas estimativas para a varejista C&A (CEAB3), aumentando o preço-alvo das ações de R$ 17 para R$ 22, mesmo com uma valorização impressionante de 130% até o momento neste ano. A nova projeção sugere um potencial de crescimento de 23,6% para os papéis da marca até o fim de 2025, com base no fechamento das ações no dia 3 de outubro.

Os analistas do banco demonstram confiança no desempenho da ação, atribuindo isso ao aumento da produtividade nas lojas e à rentabilidade das operações no primeiro trimestre de 2025. Vale ressaltar que a C&A tem intensificado seu foco na eficiência operacional, especialmente nas vendas por metro quadrado.

O relatório destaca que a empresa está implementando estratégias de preços dinâmicos para manter a competitividade, ao mesmo tempo em que faz aumentos de preços de maneira seletiva ao melhorar a combinação de produtos e a qualidade oferecida.

Outra análise relevante menciona o C&A Pay, que adotou uma postura conservadora em suas operações de crédito. Os especialistas do BTG acreditam que essa abordagem minimiza riscos, especialmente em um cenário marcado por taxas de juros elevadas no Brasil.

A saúde financeira da C&A também é considerada excelente pelos analistas. O balanço da empresa mostra um baixo nível de endividamento, com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado (ex-IFRS16) de 0,5x no primeiro trimestre de 2025. Além disso, o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) está projetado para um notável crescimento, devendo atingir 20,8% em 2027, partindo de 7,6% em 2023. Em alinhamento a esses dados, o BTG Pactual elevou suas projeções para Ebitda em 5% e lucro líquido em 17% para os próximos três anos.

O relatório também antecipa um desempenho forte nos segundo e terceiro trimestres, geralmente favorecidos pelas coleções de inverno. As condições climáticas recentes mostraram temperaturas médias abaixo do observado no mesmo período em 2024, o que deve aumentar a demanda.

Em um panorama do primeiro trimestre de 2025, a C&A registrou um lucro líquido de R$ 4,1 milhões, refletindo uma redução de 94,3% em comparação com o 1T24, esta queda é atribuída ao reconhecimento de créditos tributários. Por outro lado, o lucro ajustado foi de R$ 2,5 milhões, um salto considerável em relação ao prejuízo ajustado de R$ 61,4 milhões no ano anterior. A receita líquida da empresa cresceu 10,9%, alcançando R$ 1,612 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado pós-IFRS16 atingiu R$ 244,5 milhões, com margem de 15,2%, um aumento de 2,7 pontos percentuais.

Em números pré-IFRS16, o crescimento foi de 94,8%. As vendas em mesmas lojas de vestuário subiram 15%, apesar de um leve recuo na performance geral. O lucro bruto totalizou R$ 872 milhões, com uma margem bruta melhorando em 1,1 ponto percentual, atingindo 54,1%. A companhia também registrou R$ 145,6 milhões em receita de segmentos como Eletrônicos e Beleza, com um forte crescimento de 23,9% nas vendas online, que geraram R$ 84 milhões. Entretanto, a receita de serviços financeiros viu uma diminuição de 15,3%, totalizando R$ 96,5 milhões.

Por fim, um ponto positivo é a expressiva redução da dívida líquida em 46,3% em relação ao ano passado, caindo de R$ 1,05 bilhão para R$ 562,6 milhões. Esse resultado foi fundamental para que a relação dívida líquida/Ebitda da C&A recuasse de 1,5 vez para 0,5 vez.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/acao-de-varejista-ja-rendeu-130-no-ano-mas-btg-ainda-enxerga-mais-folego-113347/