Investir em renda fixa isenta de impostos continua sendo uma estratégia rentável em 2025, embora seja essencial estar ciente dos riscos associados. Ao contrário do que ocorre com o Tesouro Direto, não há garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que aumenta a possibilidade de inadimplência.
Os analistas do BTG Pactual destacam as debêntures incentivadas emitidas pela Brava Energia (BRAV3) como uma opção vantajosa neste início de abril. A taxa de retorno das debêntures, classificadas como ENAT24, está atualmente em IPCA + 8,93% ao ano, com um valor unitário em torno de R$ 1.029,70, de acordo com informações da Anbima.
Essas debêntures têm vencimento programado para 15 de junho de 2034 e possuem um rating de AA-, que indica uma boa qualidade de crédito segundo a Fitch. Isso suscita a pergunta: vale a pena o risco de investir nessa debênture em vez de aplicar no Tesouro Direto?
O título de referência do governo, o Tesouro IPCA+ com juros semestrais de 2032, oferece um retorno de IPCA + 7,75% ao ano, mas essa remuneração está sujeita à tributação de 15% para resgates após dois anos. Os analistas Frederico Khouri e Luís Gonçalves comentam que os juros compostos pagos pelas debêntures da Brava Energia se mostram atrativos, levando em conta a diversificação do portfólio da petroleira e as sinergias resultantes da fusão entre 3R Petroleum e Enauta.
A Brava Energia se destaca como uma das principais produtoras independentes de petróleo e gás da América Latina, focando na aquisição e revitalização de ativos maturados, resultando em aumento da produção e sólida geração de caixa. É importante para os investidores em debêntures considerar que, após interrupções nas operações do campo Papa-Terra e atrasos no licenciamento do navio-plataforma Atlanta, a produção aumentou de 39 mil barris equivalentes de petróleo por dia no quarto trimestre do ano passado para 73,9 mil no início de 2025, superando a produção do primeiro trimestre de 2024, graças à recuperação da atividade nos campos e melhoria na eficiência.
As debêntures da Brava Energia realizam pagamentos semestrais de juros em junho e dezembro até o vencimento. A partir de junho de 2023, os investidores começam a receber, anualmente, a devolução dos valores emprestados à empresa, com correção acima da inflação acumulada no período. Durante a emissão das debêntures ENTA24, a companhia levantou cerca de R$ 200 milhões junto aos investidores.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/debentures-pagando-quase-ipca-9-ao-ano-em-renda-fixa-isenta-entram-na-mira-de-analistas-112049/