A recente performance dos fundos imobiliários (FIIs) tem causado euforia entre os investidores que os mantêm em suas carteiras. Nos últimos meses, não só os dividendos mensais têm agradado, mas também a valorização das cotas se destacou, especialmente desde o final do último ano. O índice Ifix, que mede o desempenho dos FIIs mais negociados no Brasil, alcançou um recorde histórico em 16 de maio de 2025, atingindo 3.439,07 pontos, e permanece próximo desse marco, com 3.436,51 pontos na última atualização.
De acordo com Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, a recuperação do Ifix não é apenas uma tendência momentânea. Ele observa que essa recuperação se baseia em uma base de investidores cada vez mais informados e confiantes no mercado imobiliário. Desde o toque de fundo durante a pandemia, em março de 2020, o Ifix valorizou-se impressionantes 58,5%, com os investidores registrando um retorno médio superior a 10% apenas em 2025.
O desempenho deste ano, conforme levantamento da Elos Ayta, é notável, ficando atrás apenas do auge de 2019, quando os FIIs avançaram 35,98%. Em contrapartida, anos anteriores foram desafiadores, com retornos modestos -2,22% em 2022 e -5,89% em 2024. Essa análise reforça a relevância do crescimento recente e levanta a questão sobre quando ocorreu a virada no cenário dos fundos imobiliários.
A partir de 19 de dezembro de 2024, quando o Ifix estava em 2.878,4 pontos, observou-se um crescimento robusto de 19,5% até maio de 2025. Alguns FIIs, como o REC Logística (RELG11), tiveram desempenho acima da média, com uma valorização de 40%, considerando os dividendos. Esse FII, focado no setor de tijolos, possui um valor patrimonial de cerca de R$ 150 milhões e um indicador P/VP de 0,64, que sugere um espaço significativo para valorização.
A expectativa para 2025 indica que a alta no Ifix pode ser mantida por uma combinação de fatores, incluindo a queda nas taxas de juros, uma maior busca por ativos que oferecem renda passiva e a melhora nos indicadores dos FIIs.
O Ifix, criado em 2010, atualmente atua como um barômetro do mercado de FIIs no Brasil, com 15 anos de história, sendo dez deles com rentabilidades positivas e cinco negativos. Estudando as variáveis históricas, observa-se que as maiores perdas foram em 2013 (-12,65%) e 2020 (-10,24%), enquanto os melhores resultados ocorreram em 2019 (+35,98%) e 2012 (+35,01%).
Rivero ressalta uma tendência interessante: após a pandemia, o índice se mostra menos volátil, sinalizando que os investidores estão mais experientes e diversificados, o que reduz os picos de euforia e pânico. Ele conclui que, se 2023 foi o ano da recuperação, 2024 foi um intervalo marcado por incertezas macroeconômicas. Agora, 2025 pode se estabelecer como um ano de maturidade para os FIIs nas carteiras dos investidores brasileiros.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/fundos-imobiliarios-disparam-quase-60-desde-o-fundo-da-pandemia-ifix-subira-mais-em-2025-112988/