O Ibovespa, indicador principal da bolsa de valores brasileira, atingiu um marco inédito nesta terça-feira (13), ao alcançar 138 mil pontos pela primeira vez em sua história. O índice registrou 138.050 pontos às 10h46, superando o recorde anterior de 137.634 pontos, que havia sido estabelecido na última quinta-feira (8). A tendência de alta continuou e, posteriormente, atingiu 138.233 pontos às 11h40 e 138.583 pontos às 12h15.
Esse avanço expressivo pode ser atribuído a múltiplos fatores, com destaque para a expectativa do mercado de que o ciclo de aumento da taxa de juros (Selic) no Brasil está próximo de sua conclusão. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 14,75% na última quarta-feira (7), mas deixou em aberto o futuro da taxa.
Em uma ata divulgada nesta terça-feira (13), o Copom mencionou a necessidade de manter os juros elevados por um período prolongado, a fim de garantir que a inflação se alinhe às metas estabelecidas. Não foi, porém, especificada a intenção de um novo aumento na próxima reunião, marcada para 29 e 30 de julho.
Os membros do comitê destacaram que a atual situação de incerteza, juntamente com o estágio avançado do ciclo de ajuste, exige uma abordagem cautelosa e flexível em relação à política monetária.
A interpretação do mercado é de que o dovish (tendência a manter a política monetária expansionista) do Copom sinaliza uma aproximação do fim do ciclo de alta dos juros. Por isso, a curva de juros futuros registrou queda, enquanto o Ibovespa seguia em ascensão.
Na avaliação do Itaú BBA, a possibilidade de a Selic manter-se em 14,75% foi incorporada nas novas projeções. O banco acredita que, enquanto a ata não impede um aumento adicional, ela estabelece um padrão elevado para tal movimento, e prevê que a taxa deverá se manter até o final do ano, com cortes possíveis apenas em 2026.
Adicionalmente, a bolsa beneficia-se da valorização das commodities, especialmente do minério de ferro, impulsionando papéis de mineradoras como a Vale (VALE3). O cenário é favorecido também por um aumento moderado da inflação americana, que registrou alta de 0,2% em abril, e pela expectativa e monitoramento dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, além de um entendimento temporário entre Estados Unidos e China sobre tarifas comerciais.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/ibovespa-atinge-os-138-mil-pontos-pela-1-vez-na-historia-112835/