O Ibovespa, principal índice da B3, sofreu uma queda de 1,09%, encerrando a última sessão deste mês a 137.026,62 pontos e acumulando uma desvalorização de 0,58% na semana. Apesar desse desempenho negativo recente, o índice conseguiu fechar o mês de maio com um ganho total de 1,45%. No mercado cambial, o dólar à vista teve uma alta de 0,93%, fechando em R$ 5,7195. Ao longo da semana, a moeda norte-americana avançou 1,28%, enquanto o aumento foi de 0,76% no acumulado do mês, indicando uma crescente aversão ao risco por parte dos investidores.
Um dos principais fatores que influenciaram esta pressão sobre o mercado foi o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2025, que cresceu 1,4%, impulsionado especialmente pelo agronegócio, mais especificamente soja e milho. Contudo, este resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. A deterioração na percepção fiscal também foi um fator de cautela. Dados da pesquisa Latam Pulse, realizada pela Atlas/Bloomberg, revelaram que a desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 53,7% em maio, comparado a 50,1% no mês anterior, adicionando incertezas ao cenário político e econômico.
Adicionalmente, as discussões em torno da possível alteração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) continuam a gerar incertezas. O governo está à procura de alternativas para compensar a arrecadação após reduzir algumas propostas de aumento anteriormente anunciadas. O clima no Congresso está tenso, com parlamentares expressando preocupações sobre o risco de estagnação da reforma tributária e outras importantes pautas econômicas.
Outro dado relevante divulgado foi o superávit primário do governo central em abril, que alcançou R$ 17,782 bilhões, superando as expectativas. No entanto, esse número não foi suficiente para dissipar as preocupações em relação à situação fiscal do país devido aos altos níveis de gastos e à dificuldade em conter o endividamento.
Dentre os destaques do dia, as ações da Azzas 2154 (AZZA3) apresentaram uma valorização considerável de cerca de 4% após o Itaú BBA revisar suas perspectivas, elevando o preço-alvo de R$ 47 para R$ 53, citando a melhoria na confiança dos investidores em relação aos resultados trimestrais da empresa. No entanto, o Braskem (BRKM5) foi o responsável pelas maiores perdas, refletindo movimentos de realização de lucros após uma recente valorização devido à proposta de aquisição de sua participação pela Novonor.
As ações da Petrobras (PETR4) estavam em linha com a queda do preço do petróleo, que acumula agora a segunda semana de perdas consecutivas, enquanto a Vale (VALE3) viu suas ações caírem mais de 2% em resposta à queda do minério de ferro na China, cujo contrato de referência chegou a US$ 97,69 por tonelada na Bolsa de Dalian.
No exterior, o cenário foi misto para os índices acionários dos Estados Unidos, com o Dow Jones registrando uma leve alta de 0,19%, enquanto o S&P 500 teve uma leve queda de 0,06% e o Nasdaq recuou 0,48%. A atenção do mercado voltou-se novamente para as tensões comerciais entre EUA e China, especialmente após declarações do presidente Donald Trump sobre supostas violações de acordos comerciais, gerando instabilidade. Entre os dados econômicos, o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) da inflação, monitorado de perto pelo Federal Reserve, mostrou um aumento anual de 2,1% em abril, ligeiramente abaixo da previsão de 2,2%. Apesar das incertezas, os índices americanos encerraram maio com ganhos expressivos: S&P 500 subiu mais de 5%, Nasdaq avançou 9,5%, representando o melhor desempenho mensal desde novembro de 2023, enquanto o Dow Jones cresceu 3%.
Os principais resultados dos índices de Nova York foram os seguintes:
– Dow Jones: +0,19%, aos 42.293,90 pontos
– S&P 500: -0,06%, aos 5.907,65 pontos
– Nasdaq: -0,48%, aos 19.082,90 pontos
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/ibovespa-cai-1-09-e-amarga-terceira-queda-seguida-saldo-do-mes-ainda-e-positivo-113261/