Na última quinta-feira (28), o Ibovespa experimentou uma queda significativa, refletindo um cenário preocupante para os investidores. O índice da B3 estava cotado a 138 mil pontos, apresentando uma desvalorização em relação ao fechamento anterior.
O dólar também mostrou uma tendência de baixa, operando a R$ 5,6664, com uma queda de aproximadamente 0,56% em relação ao real. Já a moeda euro se manteve estável, sendo negociada a R$ 6,4246.
No âmbito político, o contexto é tenso, pois uma reunião entre os líderes partidários da Câmara e do Senado está programada para acontecer em breve. A pauta central da discussão envolve o recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), uma medida aprovada pelo governo federal que gera controvérsias. Espera-se que os parlamentares cheguem a um consenso sobre a manutenção ou revogação do decreto emitido pelo Ministério da Fazenda, com mais de 20 projetos apresentados no Congresso buscando suspender essa mudança.
Além disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou dados do IGP-M que ficaram abaixo do esperado. A expectativa era de um recuo de 0,34%, mas o índice fechou mostrando uma queda de 0,49%, acumulando 7,02% em doze meses.
No cenário internacional, uma incerteza em relação às tarifas de importação impostas pelos EUA permeia o mercado financeiro. A Justiça americana declarou ilegal uma ordem anterior de Donald Trump, que impactou significativamente o comércio global.
Entre as ações, a Azul (AZUL4) destacou-se com uma queda superior a 3,8%, cotada quase abaixo de R$ 1. Outra ações como CVC (CVCB3) e Magazine Luiza (MGLU3) também enfrentaram perdas maiores que 3%, com valores de R$ 2,34 e R$ 9,25, respectivamente. Do lado das grandes corporações, a Petrobras (PETR4) recuou 0,9%, alcançando R$ 31,16, enquanto o Itaú (ITUB4) caiu 0,8%, cotado a R$ 37,48. Em contraste, a Automob (AMOB3) se destacou com uma valorização de mais de 5%, superando R$ 12,60, enquanto a Sabesp (SBSP3) e a Qualicorp (QUAL3) tiveram altas de 0,9%, alcançando R$ 118,30 e R$ 2,22, respectivamente.
No que diz respeito às criptomoedas, o Bitcoin (BTC) teve uma leve queda de 0,4%, situando-se em US$ 107,4 mil pontos. As 10 principais criptomoedas apresentaram perdas, mas o índice CoinDesk 20, que abrange as 20 maiores, subiu 0,18%, atingindo 3.233 pontos.
A questão do IOF continuará a influenciar a política nacional e o comportamento do mercado financeiro nos próximos dias. O presidente da Câmara, Hugo Motta, estabeleceu um prazo de 10 dias para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propusesse uma alternativa sobre a questão do imposto. A relação entre o Congresso e o Executivo parece tensa, com oposição considerável à proposta do governo. Haddad mencionou estar buscando soluções viáveis para equilibrar as contas, destacando a importância de discutir uma agenda construtiva para o futuro.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/taxas-dos-eua-e-iof-no-brasil-fazem-ibovespa-ibov-operar-no-zero-a-zero-113222/