Indenização de R$ 5,6 bilhões: As elétricas que se destacam na B3

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou um importante recálculo na indenização destinada às transmissoras de energia elétrica, encerrando um tema de longa data das administrações anteriores. Essa decisão é especialmente vantajosa para duas empresas listadas na B3: Eletrobras (ELET6) e Isa Energia (ISAE4).

Essas transmissoras são as maiores beneficiadas pela nova medida da Aneel, que determina uma redução em custos totalizando R$ 5,6 bilhões. Esse recálculo afeta diretamente as empresas controladas por Eletrobras e Isa Energia, refletindo na saúde financeira e nas expectativas de distribuição de dividendos aos acionistas.

Além dessas, outras empresas também possuem valores de indenização a receber do governo federal. A Cemig (CMIG4) e a Copel (CPLE6) são exemplos de estatais que, apesar de não estarem entre as maiores beneficiárias, também serão impactadas positivamente. Os resultados financeiros trimestrais dessas elétricas poderão sofrer alterações significativas, o que pode permitir que mais dividendos sejam distribuídos aos investidores.

O cenário atual é resultado de um reposicionamento tarifário da Receita Anual Permitida (RAP) de nove concessionárias de transmissão de energia, que estabelece a quantia que os consumidores devem pagar em relação à Rede Básica do Sistema Existente (RBSE) até 2028. As questões que afetam o desempenho financeiro dessas empresas remontam à época do governo Dilma Rousseff, quando a antecipação das concessões de transmissão entrou em pauta pela primeira vez por meio da Lei n.º 12.783/2013.

Essa lei gerou um compromisso de indenizações por ativos ainda não amortizados, inicialmente avaliados em R$ 62 bilhões. Os pagamentos foram previstos para acontecer ao longo de oito anos, conforme regulamentação estabelecida em 2016. Entretanto, o processo enfrentou desafios, incluindo judicializações que levaram à suspensão dos pagamentos em 2017, os quais só foram reiniciados em 2020.

A Aneel também revelou projeções para a Receita Anual Permitida (RAP) do setor de transmissão para o ciclo de 2025/2026, cujo montante foi estimado em R$ 50,3 bilhões, representando uma redução de R$ 1,89 bilhão, equivalente a 3,6% em relação a estimativas anteriores.

Para investidores, os dados históricos são promissores. Se alguém tivesse investido R$ 1.000 em ELET6 há uma década, hoje teria cerca de R$ 7.286,10, considerando o reinvestimento dos dividendos. Um investimento em ISAE4 teria rendido aproximadamente R$ 4.575,60 no mesmo período. Comparando esses retornos ao IDIV, índice que mede as maiores pagadoras de dividendos na bolsa, que teria gerado retorno de R$ 3.550,30, fica claro o potencial das elétricas como alternativas atrativas no cenário de investimentos.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/quais-eletricas-na-bolsa-brasileira-terao-maior-beneficio-com-indenizacao-de-r-5-6-bi-113470/