Em 2025, o setor bancário brasileiro viveu reviravoltas significativas, especialmente na B3, onde o BTG Pactual alcançou um novo patamar ao ultrapassar o Bradesco e se consolidar como o segundo maior banco em valor de mercado.
O BTG Pactual, conhecido por suas operações em investimentos, deixou o Bradesco para trás na corrida pelo valor de mercado, mantendo-se apenas atrás do Itaú Unibanco, que ainda permanece como o líder do setor. De acordo com os dados mais recentes, até 23 de junho, o valor de mercado do BTG saltou de R$ 133,6 bilhões para R$ 209,7 bilhões, representando um aumento notável de R$ 76,1 bilhões. O ápice deste crescimento ocorreu em 16 de junho, com uma valorização que alcançou R$ 214,2 bilhões.
Por outro lado, mesmo com um desempenho positivo, o Bradesco viu seu valor de mercado subir de R$ 117,7 bilhões para R$ 162,2 bilhões, o que não foi suficiente para reter a vice-liderança. O Itaú Unibanco continua seu domínio com um valor de mercado de R$ 370,9 bilhões, atingindo um pico em 19 de maio, quando bateu a casa de R$ 389,3 bilhões — um crescimento considerável desde o fim de 2024.
Enquanto isso, o Banco do Brasil registrou uma queda no seu valor de mercado de R$ 138 bilhões no início do ano para R$ 120,4 bilhões até 23 de junho, representando uma perda de R$ 17,6 bilhões. Em contraste, o Santander conseguiu manter uma estabilidade em seu valor de mercado, que gira em torno de R$ 108,4 bilhões, com um pico de R$ 114 bilhões em maio.
As ações refletem as mudanças significativas nos rankings, com as units do BTG Pactual apresentando uma alta impressionante de 53,61%, enquanto as ações ordinárias tiveram uma valorização de 63,12% até o momento. O Bradesco também experimentou uma valorização significativa, com as ações BBDC4 subindo 50,4% e BBDC3, 40,61%. O Itaú Unibanco, por sua vez, mantém uma performance estável, com as ações ITUB3 crescendo 40,97% e ITUB4, 38,81%. Em contraste, o Banco do Brasil sofreu uma queda de 9,03% nas suas ações BBAS3, tornando-se a única grande instituição com resultado negativo neste ano. O Santander, por seu turno, apresentou um desempenho moderado, com as ações variando entre 24,59% e 26,65% de valorização.
Ao considerar o desempenho acumulado desde o início da pandemia, o BTG Pactual se destaca com um salto significativo nas ações BPAC3, que subiram 192,06%, e BPAC11, com um crescimento de 156,31%. O Itaú Unibanco também apresentou uma forte valorização, com as suas ações ITUB3 em 100,06% e ITUB4 em 93,69%. A situação é diferente para o Bradesco e o Santander, que enfrentam perdas desde fevereiro de 2020, com BBDC3 caindo 11,41% e BBDC4, 5,79%, além de SANB3 que teve recuo de 6,83%. O Banco do Brasil, apesar das recentes quedas, ainda alcança um retorno positivo de 36,29%, superando a valorização do Ibovespa que ficou em 20,12% durante o mesmo período.
As mudanças na liderança do mercado podem ser atribuídas a abordagens diferentes na gestão e operações desses bancos. O BTG Pactual tem se destacado por um modelo de negócios mais ágil e um enfoque em serviços financeiros com margens altas, enquanto o Itaú Unibanco também se beneficia de uma estrutura mais otimizada. Já o Bradesco e o Santander, com suas operações mais tradicionais, enfrentam a necessidade de modernização e maior rentabilidade. O Banco do Brasil, apesar de ser uma instituição lucrativa, enfrenta desafios relacionados à desconfiança do mercado, especialmente em virtude da influência política sobre sua governança.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/ranking-dos-maiores-bancos-em-valor-de-mercado-muda-em-2025-veja-quem-subiu-113770/