A Petrobras (PETR4) anunciou que está considerando a emissão de até R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas. A principal finalidade dessa operação é a captação de recursos para projetos de infraestrutura, alinhando-se com o plano estratégico da empresa. Essas debêntures incentivadas, que seguem a Lei 12.431/11, são instrumentos financeiros com benefícios fiscais, como a isenção de Imposto de Renda (IR) para investidores pessoas físicas, e são específicas para financiar empreendimentos nas áreas de energia, logística, saneamento e mobilidade urbana.
Atualmente, a empresa está em fase preliminar de análise quanto a essa operação, que ainda requer aprovações internas. O comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não especificou detalhes como prazos ou parceiros envolvidos na potencial emissão. A Petrobras tem buscado diversificar suas fontes de financiamento através de instrumentos de mercado, visando atrair investidores mais conservadores, especialmente em um contexto de taxa Selic alta.
O movimento da Petrobras ecoa a tendência que vem sendo adotada por outras grandes empresas brasileiras. Recentemente, a Vale (VALE3) também declarou uma oferta de R$ 6 bilhões em debêntures incentivadas, voltadas somente para investidores profissionais, aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão em aplicações. Embora os papéis da Vale apresentem um retorno menor que o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), eles têm atraído uma demanda significativa por serem isentos de IR e pela sólida classificação de risco da companhia. Mesmo que o rendimento bruto dos papéis incentivados fique abaixo dos títulos públicos, eles podem oferecer um retorno líquido mais atraente para pessoas físicas devido à tributação dos NTN-Bs, que segue a tabela regressiva de IR.
As debêntures incentivadas têm se destacado como uma opção popular de investimento, especialmente em um cenário de juros altos. As vantagens para o investidor incluem a isenção de IR, a rentabilidade real geralmente atrelada ao IPCA, a segurança associada a grandes emissores e a participação indireta em projetos de infraestrutura. Para as empresas, esse tipo de emissão representa uma maneira eficiente de financiar projetos estruturais, apresentando um custo de capital inferior ao CDI, particularmente se houver uma alta demanda pela oferta.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/petrobras-petr4-estuda-emissao-de-r-3-bi-em-debentures-incentivadas-isentas-de-ir-113153/