Os dividendos do Banco do Brasil (BBAS3) estão em foco, com quatro instituições financeiras já reduzindo suas previsões para a distribuição de lucros. Entre elas, o Goldman Sachs ajustou sua expectativa para um payout de apenas 30% em 2025, que está abaixo da orientação oficial do banco, que varia entre 40% e 50%.
Essa revisão reflete uma perspectiva de lucratividade menor e um índice de capital principal considerado modesto em 11,0%. Essa situação pode levar a administração a priorizar a preservação de capital em vez de distribuir dividendos, visando o apoio ao crescimento a longo prazo.
Além disso, as provisões do banco estão atrás da formação de créditos inadimplentes e devem aumentar consideravelmente nos próximos trimestres. Desde o anúncio dos resultados do primeiro trimestre de 2025, as ações despencaram 27% e estão sendo negociadas a 0,7 vezes o valor patrimonial dos últimos doze meses.
O Goldman Sachs agora projeta um lucro líquido de R$ 25,6 bilhões para o Banco do Brasil em 2025, uma diminuição de 31% em relação ao piso do guidance anterior, que variava de R$ 37 a R$ 41 bilhões e atualmente está sob revisão. Mantendo uma recomendação neutra em relação ao ativo, os analistas ajustaram o preço-alvo de R$ 25 para R$ 23, apresentando um potencial de valorização de 7,73%.
Os analistas também mencionam um dividend yield adicional de 6%. A ação está sendo negociada a 4,8 vezes a relação Preço/Lucro esperado para 2025 e a 0,6 vez o Preço/Valor de Mercado esperado para o mesmo ano, com um desconto maior em relação aos bancos privados do que a média histórica.
O JP Morgan compartilha uma visão similar, prevendo uma distribuição de 30% do lucro em dividendos. Eles destacam que o segundo trimestre será crucial para a empresa revisar suas projeções para 2025 e para que o mercado entenda melhor a real dimensão da inadimplência no setor do agronegócio. Uma postura cautelosa foi adotada, aguardando mais visibilidade após o segundo trimestre, que poderá indicar uma potencial recuperação.
Da mesma forma, o Itaú BBA também revisou suas expectativas, passando a estimar um payout de 30%, considerando que os próximos trimestres devem apresentar desafios maiores do que o primeiro devido aos ciclos naturais de pagamentos e atrasos nos créditos. Eles não esperam uma recuperação significativa em 2025 e preveem que novas surpresas negativas podem levar a um ajuste adicional nas provisões, elevando o total para cerca de 8% da carteira agro até 2026.
Finalmente, o Santander reavaliou sua recomendação de compra para uma posição neutra, reduzindo também seu preço-alvo para 2025, de R$ 45 para R$ 26, justificando que os resultados do primeiro trimestre deste ano foram fracos e abaixo das expectativas, com o banco reportando um lucro de R$ 7,4 bilhões.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/banco-do-brasil-bbas3-4-bancos-ja-cortaram-projecoes-de-dividendos-veja-quais-113729/