Raízen (RAIZ4) Reporta Crescimento de 184% no Prejuízo do 4º Trimestre de 2024

A Raízen (RAIZ4) apresenta um expressivo aumento de 184% em seu prejuízo líquido, que chegou a R$ 2,514 bilhões no quarto trimestre do ano fiscal de 2024/2025, em comparação aos R$ 879 milhões do mesmo período do ano anterior. Por outro lado, sua receita líquida obteve uma alta de 7,5% em relação ao ano anterior, passando de R$ 53,685 bilhões para R$ 57,727 bilhões.

De acordo com o relatório trimestral, o resultado negativo foi influenciado por "desafios operacionais que impactaram a performance do negócio, além de efeitos não recorrentes ligados à reavaliação da estratégia em Trading, aumento das despesas financeiras e provisões para tributos diferidos que podem não ser realizados".

O Ebitda (Lucros antes de Impostos, Juros, Depreciação e Amortização) apresentou um recuo de 53,3%, totalizando R$ 1,721 bilhão, comparado aos R$ 3,686 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A alavancagem financeira da companhia foi outra que se intensificou, saltando de 1,3 vezes para 3,2 vezes, considerando a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses. A dívida líquida da Raízen, por sua vez, alcançou R$ 34,26 bilhões, uma alta de 78,9% em relação ao período anterior.

A justificativa para o aumento da dívida líquida se dá pelo menor resultado operacional, o elevado volume de investimentos em crescimento e a diminuição de R$ 6,6 bilhões no saldo das operações de convênio com fornecedores e adiantamento de clientes.

No que diz respeito aos investimentos, a companhia reportou R$ 4,507 bilhões neste trimestre, uma redução de 12% frente aos R$ 5,120 bilhões registrados no período anterior. O prejuízo líquido total acumulado ao longo do ano fiscal foi de R$ 4,177 bilhões, demonstrando uma reversão significativa em comparação ao lucro de R$ 614 milhões do ano anterior. Em contrapartida, a receita líquida anual cresceu de R$ 220,454 bilhões para R$ 255,269 bilhões, marcando uma alta de 15,8%. O Ebitda ajustado, por sua vez, caiu 25,9%, totalizando R$ 10,820 bilhões, em relação aos R$ 14,609 bilhões do ano anterior.

"Esse resultado reflete, principalmente, a diminuição nos volumes comercializados de combustíveis e açúcar próprio, assim como a menor contribuição das operações de Trading, que impactaram negativamente as margens operacionais", destacou a empresa em seu relatório.

Na safra 2024/25, a Raízen processou 78,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa uma queda de 7,1% em comparação à safra anterior. A produtividade, medida pelo ATR, teve um aumento acumulado de 1,5%, enquanto o TCH apresentou uma queda de 10,6%.

Adicionalmente, a produção de açúcar caiu 12,6%, totalizando 5,103 milhões de toneladas. A produção de etanol de primeira geração foi de 3,137 milhões de metros cúbicos, uma leve diminuição de 0,3%. Contudo, a produção de etanol de segunda geração teve um crescimento expressivo de 63,3%, alcançando 58,8 mil metros cúbicos.

Os preços praticados no trimestre e no ano mantiveram-se alinhados às fixações (hedges) contratadas. Entretanto, os preços da Raízen, que incluem margens de operação de revenda e comercialização, foram inferiores na comparação trimestral e anual, principalmente devido à menor contribuição das operações de Trading.

Investidores interessados em RAIZ4 devem considerar que, caso tivessem aplicado R$ 1 mil há um ano, atualmente teria R$ 602,72; investindo há seis meses, o capital subiria para R$ 670,41; e há 30 dias, os valores alcançariam R$ 1.017,05, conforme dados das análises do mercado financeiro.

Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/raizen-raiz4-ve-prejuizo-crescer-186-no-4-tri-de-2024-112867/