A SLC Agrícola (SLCE3), pioneira no mercado agrícola brasileiro com ações listadas na bolsa, alcançou um lucro líquido impressionante de R$ 510,7 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), marcando um crescimento de 123,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado em seu relatório nesta terça-feira, 13. A margem líquida subiu significativamente, passando de 11,7% para 21,9%.
A produtora de grãos e algodão enfatizou que a força da soja foi um fator crucial para esse aumento na lucratividade, impulsionada pelo aumento da área cultivada e pela recuperação da produtividade na safra 2024/25, especialmente após as dificuldades enfrentadas na safra anterior devido a condições climáticas adversas. O ebitda ajustado, que mede o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, totalizou R$ 943,7 milhões no 1T25, apresentando um aumento de 34% em relação ao ano anterior, com a margem ebitda crescendo de 36% para 40,5%.
A receita líquida da empresa foi de R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2025, refletindo um aumento de 19,1% em comparação anual. Esse crescimento ocorre em um período que marca o fim do plantio de culturas de segunda safra como o milho e algodão, bem como a fase de colheita da soja. Em comparação com a safra 2023/24, a SLC Agrícola ampliou sua área plantada em 10%, resultado da expansão da parceria com o Grupo Soares Penido, nova joint venture com a Agropecuária Rica, além de um novo contrato de arrendamento no Piauí.
A administração da SLC menciona que, apesar de um excesso de chuvas em janeiro no Mato Grosso que atrasou um pouco a colheita, a performance da soja foi satisfatória, alcançando 3.958 quilos por hectare—apenas 0,5% abaixo da previsão—sendo 21,3% superior à safra anterior e 12% acima da média nacional.
No que diz respeito a investimentos, a SLC Agrícola alocou R$ 1,03 bilhão no 1T25, com a maior parte (81%) voltada para aquisição de terras, enquanto 12% foram destinados a máquinas e equipamentos, e 7% a outros ativos. Durante o trimestre, a empresa anunciou a aquisição da Sierentz Agro Brasil Ltda., que opera em áreas arrendadas, adicionando cerca de 100 mil hectares para a safra 2025/26. A compra de terras da Agrícola Xingú também foi destacada, com quase 40 mil hectares na Bahia e cerca de 7,8 mil hectares em Minas Gerais. Além disso, houve a compra de uma participação de 47,8% na SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas S.A.
A geração de caixa no 1T25 foi negativa, totalizando R$ 1,4 bilhão, consequência do pagamento de R$ 636,5 milhões relacionados à compra de terras, além dos custos com insumos agrícolas e parcelas de aquisição de participações na SLC LandCo.
De acordo com o Investidor10, um investimento de R$ 1 mil em SLCE3 há dez anos teria crescido para R$ 8.819,30, considerando o reinvestimento dos dividendos, enquanto o Ibovespa, no mesmo período, teria retornado apenas R$ 2.465,90.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/com-vigor-da-soja-slc-agricola-slce3-lucra-r-510-7-milhoes-no-1t25-alta-de-123-112862/