Acompanhando o recente aumento da taxa Selic para 14,75% ao ano, os investidores no Tesouro Direto estão tendo uma grata surpresa: títulos públicos tiveram uma significativa valorização. Em vez de uma elevação das taxas, muitos títulos se valorizaram com uma marcação a mercado expressiva nos últimos dias. Nesta quinta-feira, dia 8, a Selic alcançou seu maior nível desde 2006, levando a um aumento considerável nos preços dos títulos, como vemos com alguns títulos que renderam acima de 5% em apenas um dia.
Ao longo de 2025, as taxas para determinados tipos de renda fixa, como os prefixados e indexados à inflação, estavam subindo continuamente, com rendimentos superando 15% ao ano. Contudo, o mercado começou a especular que o ciclo de alta da Selic pode estar chegando ao fim, com a expectativa de que o primeiro corte possa ocorrer ainda em 2025.
Em relação às reuniões do Copom agendadas para junho, o mercado debate se a Selic permanecerá em 14,75% ao ano (com 49% das apostadas) ou se poderá subir para 15% ao ano (considerado por 36% dos investidores). Essa dinâmica reflete a incerteza que permeia as opções de política monetária.
Com a queda das taxas, os preços dos títulos públicos também se valorizaram na tentativa de compensar as reduções nos rendimentos. Para os investidores que planejam manter seus investimentos até o vencimento, as taxas permanecem garantidas. No entanto, o lucro imediato através da marcação a mercado tem mostrado avanços significativos.
Por exemplo, o Tesouro Renda+ 2065 viu um aumento de 5,5% em 24 horas, com seu preço passando de R$ 159,57 para R$ 168,30. Em contrapartida, a taxa de remuneração desse título caiu de IPCA+ 7,17% para IPCA+ 7,06%. Outro exemplo, o Tesouro IPCA+ 2050 apresentou um lucro de 2,2%, com seu preço subindo de R$ 812,97 para R$ 830,67, enquanto sua rentabilidade também registrou queda de IPCA+ 7,05% para IPCA+ 6,96% ao ano.
Os seguintes dados refletem os preços e rentabilidades de diversos títulos públicos na tarde de 8 de maio de 2025:
**Títulos Prefixados**
– Tesouro Prefixado 2028: Aporte Mínimo de R$ 7,17 (Rentabilidade: 13,41% ao ano)
– Tesouro Prefixado 2032: Aporte Mínimo de R$ 4,26 (Rentabilidade: 13,73% ao ano)
– Tesouro Prefixado 2035 (juros semestrais): Aporte Mínimo de R$ 8,44 (Rentabilidade: 13,84% ao ano)
**Títulos Pós-fixados**
– Tesouro Selic 2028: Aporte Mínimo de R$ 164,85 (Rentabilidade: Selic + 0,0701% ao ano)
– Tesouro Selic 2031: Aporte Mínimo de R$ 164,07 (Rentabilidade: Selic + 0,1166% ao ano)
**Títulos Indexados à Inflação**
– Tesouro IPCA+ 2029: Aporte Mínimo de R$ 33,95 (Rentabilidade: IPCA + 7,33% ao ano)
– Tesouro IPCA+ 2040: Aporte Mínimo de R$ 15,95 (Rentabilidade: IPCA + 7,07% ao ano)
– Tesouro IPCA+ 2050: Aporte Mínimo de R$ 8,30 (Rentabilidade: IPCA + 6,96% ao ano)
**Títulos para Aposentadoria Extra**
– Tesouro Renda+ 2030: Aporte Mínimo de R$ 17,83 (Rentabilidade: IPCA + 7,13% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2035: Aporte Mínimo de R$ 12,81 (Rentabilidade: IPCA + 7,06% ao ano)
– Tesouro Renda+ 2040: Aporte Mínimo de R$ 9,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,03% ao ano)
Esses números evidenciam como a marcação a mercado tem se mostrado vantajosa para muitos investidores, mesmo em um cenário de incerteza rentável.
Fonte:https://investidor10.com.br/noticias/tesouro-direto-da-lucro-de-5-em-apenas-um-dia-apos-selic-bater-maxima-desde-2006-112742/